
Retratos do Modernismo
Em
uma análise de Marilene Cambreiro intitulada "Mário de Andrade:
retratos do poeta" é possível observar que, na pintura moderna, o
retrato não tem uma função realista, ele não documenta precisamente o
retratado. Como disse o escritor Mário de Andrade, "a pintura terá
sempre o seu lado fantasmagórico, o seu lado invenção, o seu lado
interpretação" (ANDRADE apud CAMBREIRO, 1996, p. 40).
Sobre
o retrato de Mário pintado por Lasar Segall em 1927, Marilene Cambreiro
diz: "a predominância construtivista pode ser observada na composição
geométrica do fundo, cujos pontos de luz se situam acima da cabeça
(forma quadrangular mais clara) e na altura dos olhos (forma
quadrangular vermelha), destacando testa com ligeira deformação e os
olhos míopes emoldurados por óculos" (Idem, Ibidem, p. 44).
Que
outros escritores são retratados por artistas modernistas como Anita
Malfatti e Lasar Segall? Quais são as razões que levam o artista a criar
alterações tão significativas em seus retratados? Mas, sobretudo, quais
são os efeitos dessas alterações para quem vê as obras?
Bibliografia:
CAMBREIRO, Marilene. "Mário de Andrade: retratos do poeta". In: SZKLO, Gilda Salem. "Um desejo quasi enraivecido de Rio": Mário de Andrade e o Rio de Janeiro - Anais do Seminário. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 1996, p.39-48.
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